17
Mar

Empresários contestam excesso de burocracia

2020

Malanje - Os empresários do sector agropecuário em Malanje, concluíram que a excessiva burocracia por parte dos bancos comerciais contribui para a dificuldade de acesso ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC).

Em declarações hoje à Angop, a propósito da situação, alguns entrevistados afirmaram estar interessados em participar efectivamente no processo de diversificação da economia nacional, mas queixaram-se ainda da excessiva burocracia e morosidade na concessão dos créditos.

António Soares, administrador da fazenda Cristalina localizada no município de Cacuso disse ter a aposta virada para a produção de milho, soja e outros produtos agrícolas, e que já fez várias tentativas junto dos bancos comerciais para obtenção de crédito, mas todas sem sucesso.

Fez saber ainda que desde a criação da fazenda em 2013, já investiu cerca de 15 milhões de dólares norte americanos na produção de milho e soja, bem como na preparação de terras, aquisição de sementes, fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, para além da construção de infra-estruturas e reparação de máquinas, mas o retorno do investimento tarda a chegar por falta de reforço financeiro.

Por sua vez, a empresaria Maria Elvira Rodrigues disse que encontra-se na mesma condição, impedida por questões burocráticas, uma vez que os bancos levam muito tempo a se pronunciar sobre os processos de solicitação de créditos.

O Projecto de Apoio ao Crédito (PAC), está inserido no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (Prodesi) e aplica-se aos projectos de investimento que contribuam directa ou indirectamente na produção interna de bens.